Monday, 5 December 2011

SEREI A SEREIA MILIONÁRIA QUE DOIS MIL MILHÕES GUARDO NESSE FARDO?

afundei sem que soubesses, todas as naus

marinheiro morto, o mar te guarda

no teu esquife feito de velhos paus

tua mortalha é coçada farda


é ida a hora em que te salvar poderias .

pois tão nítido estás no azul profundo

nesse mar em que por braças medias

a profundura do mar em que te afundo


serei a sereia que sou

uma angústia de sal me desenha

neste mar azul em que estou

é certo que a morte venha


tu que apostas na vida a cartada

fazes marinheiro a aposta errada

pois apaguei os traços dos navios,

em mastros partidos afiei as garras,

urdi naufrágios em negros fios

em todos os portos em todas as barras


sem leme tomei comando de profundezas

e em marinheiros e soldados

nas garras espremi todas as certezas

e nesses corpos da vida esfolados

meti profundo o meu dente

e contra tudo e toda a gente

ninguém me tira dos dedos

lendas de naufrágios e enredos

e pelo mar dentro às escondidas

parto para novas surtidas

soubesses, tu marinheiro,

que minha voz abarca o mundo inteiro


MEU NOME É EUROPA E SEREIA SOU

MEU CANTO AFUNDA EM CRISE PROFUNDA

OS SETE MARES POR ONDE PASSOS PASSOU

NAQUELE IMPÉRIO QUE SÓCRATES FUNDOU

AFUNDADO EM LAMAS DE CORRUPÇÃO IMUNDA


Ó IMPÉRIO NASCIDO DO EURO PERDIDO

QUE NOS ECOS DA CRISE S'INSTALA

NA MAÇÓNICA CABALA QUE TE ABALA

IMPÉRIO MIL VEZES VENDIDO E VENCIDO

NO VAGO VAGIDO QUE AVANÇA

NA PONTA DA CRISE NEGRA LANÇA

QUE TUDO E TODOS ALCANÇA